Em um mundo ideal todos os tradutores receberiam para traduzir apenas textos corridos em Word, sem muitas imagens nem formatações complicadas.
Infelizmente, a rotina da maioria de nós é bem diferente: os arquivos chegam nos formatos mais variados, isso quando chegam digitalizados. Muitos projetos ainda chegam às nossas mãos em papel.
E o que fazer nesses casos?
Quando o projeto chega em pdf, existem algumas alternativas para a extração do texto:
- Se o pdf for "editável", ou seja, o pdf foi gerado diretamente do programa que criou/editou o arquivo (Word, InDesign, PageMaker ou qualquer outro), o texto pode ser extraído com programas de OCR ou outros específicos, como o Solid Converter.
- Se for pdf de imagem (cliente escaneou um texto impresso e gerou o pdf, por exemplo), a única alternativa são os programas de OCR.
Eu, pessoalmente, não gosto de programas como o Solid Converter. Eles costumam extrair bem o texto em formato do Word, mantendo até mesmo a formatação original. Mas a diagramação é feita com caixas de texto, que não são nem um pouco amigáveis com as CAT Tools. Wordfast e Trados não trabalham bem com elas. MemoQ e Déjà Vu às vezes importam, às vezes não.
Tanto para os pdfs editáveis como para os de imagem eu prefiro usar os programas de OCR, normalmente Abby Fine Reader ou ReadIris, e exporto o texto como texto simples, sem formatação. Acho mais fácil redefinir uma formatação simples que ficar brigando com caixas e mais caixas de texto do Word.
Se o texto chegar em papel ou em arquivo de imagem (jpg, bmp, tif ou png, por exemplo), o destino é o mesmo: OCR. No caso do papel, scanner seguido de OCR; no caso das imagens apenas o OCR, lendo diretamente os arquivos.
Depois disso é só usar a CAT de sua preferência.
Às vezes, o cliente pede que o texto traduzido seja entregue também em pdf. Se a formatação for simples, é só imprimir ou salvar em pdf. Já falei sobre isso aqui. No caso de uma formatação complexa, a diagramação pode demorar mais que a tradução - e deve ser cobrada, obviamente.
É preciso atentar para esses detalhes quando combinar o preço total, para não ter prejuízo. Em nosso ramo, tempo é dinheiro.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Edição de textos no E71
Ontem fiz um teste importante: edição de texto no Nokia E71.
Terminei uma tradução de manhã, enviei para o cliente e fiquei esperando a planilha do controle de qualidade, com as alterações que deveriam ser feitas no texto. Só que chegou a tarde e a planilha não vinha. E eu tinha uma aula que não podia perder, do outro lado da cidade.
Solução: copiei o arquivo bilíngue do Wordfast para o celular e, no intervalo da aula, fiz as alterações usando o Quickoffice (que vem pré-instalado) e devolvi o arquivo bilíngue para o cliente, conforme combinado.
Mas atenção: é preciso muito cuidado para não apagar nem alterar os delimitadores dos segmentos, que não vão estar protegidos como no Word.
A estratégia funcionou no caso deste cliente específico, que manda uma planilha com as alterações. Se enviasse o próprio arquivo do Word com as alterações no "track changes", ou se o projeto estivesse no MemoQ, por exemplo, não conseguiria alterar e devolver. Mas não deixa de ser uma alternativa viável para casos que exijam pouca digitação.
Terminei uma tradução de manhã, enviei para o cliente e fiquei esperando a planilha do controle de qualidade, com as alterações que deveriam ser feitas no texto. Só que chegou a tarde e a planilha não vinha. E eu tinha uma aula que não podia perder, do outro lado da cidade.
Solução: copiei o arquivo bilíngue do Wordfast para o celular e, no intervalo da aula, fiz as alterações usando o Quickoffice (que vem pré-instalado) e devolvi o arquivo bilíngue para o cliente, conforme combinado.
Mas atenção: é preciso muito cuidado para não apagar nem alterar os delimitadores dos segmentos, que não vão estar protegidos como no Word.
A estratégia funcionou no caso deste cliente específico, que manda uma planilha com as alterações. Se enviasse o próprio arquivo do Word com as alterações no "track changes", ou se o projeto estivesse no MemoQ, por exemplo, não conseguiria alterar e devolver. Mas não deixa de ser uma alternativa viável para casos que exijam pouca digitação.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Coleções de glossários e dicionários online
Esses dias tropecei em algumas páginas com vários links para glossários e dicionários, em vários idiomas e assuntos:
- Polyglot Blog
- Encyberpedia
- Language Automation
- Terminology Collection
- Medical Dictionary - YourDictionary.com
- YourDictionary.com - Grammar
Ainda não consegui acessar todos (quase nenhum, na verdade), mas pretendo colocar todos no Delicious nos próximos dias.
- Polyglot Blog
- Encyberpedia
- Language Automation
- Terminology Collection
- Medical Dictionary - YourDictionary.com
- YourDictionary.com - Grammar
Ainda não consegui acessar todos (quase nenhum, na verdade), mas pretendo colocar todos no Delicious nos próximos dias.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Fonte econômica e ecológica
Recebi hoje, pelo twitter, uma dica interessante: uma fonte que, segundo o desenvolvedor, economiza até 20% de tinta na impressão.
A ecofont é bastante parecida com o padrão arial mas, olhando de perto, tem "buracos", que é justamente o que causa a economia de tinta.
Talvez não fique bom em títulos, mas no corpo do texto praticamente não se percebe a diferença. Veja o teste que fiz:

Vale experimentar.
A ecofont é bastante parecida com o padrão arial mas, olhando de perto, tem "buracos", que é justamente o que causa a economia de tinta.
Talvez não fique bom em títulos, mas no corpo do texto praticamente não se percebe a diferença. Veja o teste que fiz:

Vale experimentar.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Blogs de tradutores
Atualizei a pasta "Tradução" do meu Google Reader. Agora são mais de 30 blogs de tradutores ou que falam sobre tradução. Se quiser ler, clique aqui.
Assim que conseguir um tempinho posto uma lista detalhada, com todos os links.
Assim que conseguir um tempinho posto uma lista detalhada, com todos os links.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Mais PDF
Já tinha comentado aqui sobre uma opção para gravar sites como pdf.
A dica de hoje é um add-in para o Office 2007, da própria Microsoft, que inclui uma opção "PDF ou XPS" ao menu "Salvar como" dos aplicativos do pacote. Testei no Word, no Excel e no Power Point, que são os que tenho instalados, e funcionaram muito bem.
Procurei no site da Microsoft, mas infelizmente não achei equivalente para as outras versões do Word.
A dica de hoje é um add-in para o Office 2007, da própria Microsoft, que inclui uma opção "PDF ou XPS" ao menu "Salvar como" dos aplicativos do pacote. Testei no Word, no Excel e no Power Point, que são os que tenho instalados, e funcionaram muito bem.
Procurei no site da Microsoft, mas infelizmente não achei equivalente para as outras versões do Word.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Revistas especializadas
Este site traz revistas especializadas em diferentes áreas, praticamente todas em inglês. Excelentes para nos mantermos atualizados com as novidades em nossas áreas de atuação.
Algumas só permitem assinatura (gratuita) para determinados países, geralmente EUA, Canadá e México, outras têm versão digital para download.
Algumas só permitem assinatura (gratuita) para determinados países, geralmente EUA, Canadá e México, outras têm versão digital para download.
domingo, 2 de agosto de 2009
O auto-assemble do MemoQ
Eu já falei sobre o MemoQ aqui, mas ainda não tinha achado o recurso de auto-assemble. Este recurso, que o DVX também tem, monta os segmentos a partir dos termos dos glossários e das memórias usados no projeto.
Para ativar no MemoQ é preciso entrar em Translation / Pre-translate e, em Lookup, marcar a opção Good Match ou Any Match. Com isso, fica ativada a opção "Perform fragment assembling", que era justamente o que eu estava querendo.
Com bons glossários, essa opção facilita muito o trabalho e poupa muita digitação. Ou seja, a produtividade aumenta.
Para ativar no MemoQ é preciso entrar em Translation / Pre-translate e, em Lookup, marcar a opção Good Match ou Any Match. Com isso, fica ativada a opção "Perform fragment assembling", que era justamente o que eu estava querendo.
Com bons glossários, essa opção facilita muito o trabalho e poupa muita digitação. Ou seja, a produtividade aumenta.